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GESTÃO DE PERFORMANCE CORPORATIVA
CPM – CORPORATE PERFORMANCE MANAGEMENT
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:: GESTÃO DE PERFORMANCE CORPORATIVA

CPM – CORPORATE PERFORMANCE MANAGEMENT
Vários fatores estão levando as empresas a buscarem uma tratamento mais amplo e integral do processo de gestão e, consequentemente, a demandas mais sofisticadas sobre os sistemas de informações. Este artigo aborda o CPM – Corporate Performance Management, uma nova arquitetura de performance corporativa.

As dificuldades mais comuns encontradas nos sistemas de informações para gestão de performance corporativa atualmente costumam ser:

• Multiplicidade de sistemas e falta de integração dos recursos de apoio à gestão, ocasionando demora na obtenção de informações. 

• Modelos de dados diversos são de difícil manipulação e a informação provida é insuficiente.

• Relatórios e consultas são complexos para o pessoal de linha; há falta de relatórios e consultas padronizados. 

Entre as dificuldades mais comuns encontradas nos sistemas de informações para gestão de performance corporativa atualmente estão os resultados conflitantes, dadas as múltiplas bases de dados, onde não há uma "única versão da verdade".

• Muitas perguntas freqüentes não podem ser respondidas.

• Resultados conflitantes, dadas as múltiplas bases de dados; não há uma “única versão da verdade”.

• Não existe ainda cultura para uso da visão multidimensional de informações.

• A modelagem das informações para gestão é feita para macroindicadores, mas as operacionalizações de aquisição destas informações são precárias, com transferências de planilhas em processos de informatização precários (como um email com anexo, ainda utilizado, entre outros).

• As informações chegam totalizadas, inviabilizando a análise detalhada.

Essa precariedade da obtenção das informações trava a organização na implantação de um sistema ágil de suporte a decisão e desperdiça o esforço realizado no estabelecimento de indicadores.

A necessidade de sistemas integrados de informações para gestão

Entre as mais importantes demandas atuais das empresas encontra-se a da integração de sistemas e bases de dados, de forma a suportar de modo mais ágil a gestão da empresa e dos seus departamentos.

Não há como atender às demandas por informações para gestão sem que haja uma base logicamente unificada (ainda que distribuída), integrada e que reflita uma única versão da verdade. É também necessário que se dê tratamento adequado aos processos de consolidação de informações e outros indicadores de gestão.

Uma questão-chave que as organizações enfrentam hoje é a necessidade de evolução para uma plataforma tecnológica mais atualizada, que suporte as novas demandas por integração estendida na cadeia de valor e informações para gestão, sem, no entanto, perder a “inteligência” operacional já incorporada aos sistemas existentes.

Porque os sistemas de informações para gestão tem de evoluir?

Inúmeros motivos justificam o avanço na área de informações para gestão. Vários fatores estão levando as empresas a buscarem uma tratamento mais amplo e integral do processo de gestão e, consequentemente, a demandas mais sofisticadas sobre os sistemas de informações:

• Maior exigência na governança corporativa, especialmente sociedades anônimas, que devem, agora, prestar contas de todo o seu processo de gestão, especialmente em decorrência da Lei Sarbenes-Oxley.

• Maior necessidade de transparência financeira e administrativa.

• Insatisfação crescente, por parte dos shareholders, quanto a formas tradicionais de orçamentação e informação de resultados.

• Necessidade cada vez maior de controles e métricas mais refinados, buscando diferenciais, em relação à concorrência, na eficiência operacional.

• Os executivos estão sendo cada vez mais cobrados por decisões corretas, em um mundo mais complexo. Isto exige a gestão por meio de métricas orientadas a performance, e não a dados contábeis e financeiros tradicionais.

Metodologias para performance: BSC (Balanced Scorecards) /
KPI (Key Performance Indicators)

Uma das metodologias mais renomadas em todos os tempos para análise de performance  corporativa tem sido o BSC – Balanced Scorecard. Disponível e aceita no mercado, a metodologia foi desenvolvida pelos professores da Harvard Business School Robert Kaplan e David Norton em 1992. O BSC inclui entre os seus passos: a definição da estratégia empresarial, gerência do negócio, gerência de serviços e gestão da qualidade, os quais são implementados por meio de indicadores de desempenho.

Por sua vez, a implantação de indicadores de performance corporativa KPI (Key Performance Indicators) estabelece metodologias e uma nova cultura de gestão, baseada no controle de indicadores associados às ações estratégicas e operacionais essenciais.

No entanto, só uma metodologia de análise não é suficiente, porque é preciso relacionar operação e performance à gestão, por meios automáticos.

A nova arquitetura para gestão corporativa:
CPM –
Corporate Performance Management

Os sistemas de informações para gestão podem estar focalizados, em suas versões mais primitivas, na produtividade operacional. Mas recursos mais recentes permitem que toda a gestão das operações atuais da empresa sejam tratadas. Os conceitos e ferramentas mais poderosos lançados a partir de meados da década de 90 (especialmente BSC-Balanced Scorecards) e, mais especialmente, os novos recursos trazidos pelas possibilidades da gestão em tempo real possibilitam a gestão orientada para decisões sobre o futuro da empresa.

A figura a seguir ilustra a evolução das ferramentas e conceitos de suporte à gestão, trazidos pela tecnologia da informação:

Evolução das ferramentas e conceitos de suporte à gestão, trazidos pela tecnologia da informação

 

É aqui que se destaca os recursos de CPM – Corporate Performance Management. A promessa da nova arquitetura para gestão corporativa CPM é combinar as tecnologias tradicionais de Business Intelligence com aplicações analíticas integradas (BAM, por exemplo) visando prover uma visão estratégica, balanceada e funcional cruzada (cross-functional) da empresa. CPM também é visto como uma forma de "Business Intelligence em tempo real".

Em um sentido menos tecnológico, e mais relacionado à gestão, CPM pode ser entendido ainda como o monitoramento de todos os aspectos essenciais para o sucesso da empresa, face aos objetivos e metas previamente estabelecidos, utilizando métricas consistentes, em um processo encadeado de relações de causas e efeitos, de forma que seja possível compreender os resultados alcançados e suas causas, bem como identificar os focos de intervenções necessárias.

Segundo Maira Petrini (2005), “o principal desafio do CPM é lidar com cada um dos seus elementos - metodologias, métricas, processos e tecnologias, levando a empresa a atingir novos níveis de eficiência, efetividade, alavancagem e competividade”.

Possibilidades do CPM em relação ao que se espera de um
novo ambiente de suporte à gestão

Entre os principais fatores de benefícios com a implantação do CPM estão:

- Melhor controle e responsividade sobre os objetivos estabelecidos
- Melhor controle sobre custos e fluxo financeiro
- Melhor avaliação / controle de insvestimentos
- Melhor controle e avaliação de performance de processos
- Melhores análises sobre mercados de clientes
- Maior eficiência na busca, coleta e uso de informações por gestores
- Melhor aproveitamento de oportunidades estratégicas na cadeia de negócios / suprimentos
- Uso de uma mesma base de informações e uma única versão da verdade
- Maior disciplina em processos decisórios, suportados por informações
- Diminuição da necessidade de desenvolvimento de aplicações específicas para gestão
- Aumento da visibilidade

setembro/ 2009 - © Unicomm
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