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PROCESSOS EMPRESARIAIS
E DE NEGÓCIOS
A COMPREENSÃO DA EMPRESA COMO UM SISTEMA (PARTE 2)
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:: PROCESSOS EMPRESARIAIS E DE NEGÓCIOS

A COMPREENSÃO DA EMPRESA
COMO UM SISTEMA (PARTE 2)
No artigo anterior, abordamos o conceito de processos de uma empresa tratados como subsistemas de um sistema principal - ou a própria empresa,- e como, partindo desta visão, torna-se mais clara a importância de orientar um negócio a processos. Neste artigo, vamos comentar sobre a decomposição de processos na aplicação empresarial, mostrando como isto possibilita uma maior aproximação entre as estratégias e os resultados esperados por uma empresa.  

A todo processo ou sistema devem ser associadas as razões de sua existência, de forma que seus elementos possam ser devidamente entendidos. Essas razões constituem os "objetivos" do processo/sistema, e estão diretamente relacionadas às saídas que o sistema deve produzir.

Analogamente, dos processos empresariais espera-se que existam apenas enquanto houver uma razão real para a sua existência, e devem ser por isto inteiramente revisados, analisados, redesenhados ou redirecionados, quando necessário, para de fato influenciar os resultados que uma empresa tem de produzir.  

Subprocessos e eliminação de ineficiências

Podemos definir um sistema - ou uma empresa, para efeitos desta análise -, como um conjunto de componentes que, por meio de determinados processos, convertem as entradas em saídas.

Sistemas podem ser naturais (uma árvore, um rio, um animal) ou construídos (um veículo, uma casa, uma rua), e todos têm entradas (insumos, estímulos), saídas úteis (respostas, resultados), saídas residuais (desaproveitamentos, desperdícios), componentes, processos e retroalimentação (controle, feedback).

Como uma das regras essenciais da visão sistêmica, processos são analisados a partir da visão do todo para o detalhe, e por isto, às vezes podem (quando devem) ser decompostos em novos sistemas menores, consecutivamente. Obviamente, o fim pretendido da análise dos processos determinará até que ponto o sistema deverá ser subdividido. Esta é uma parte essencial da análise sistêmica: detectar até que ponto a decomposição é interessante para a compreensão do sistema para o fim desejado.

Uma segunda e não menos importante regra diz que toda falha de concepção ou operação de um sistema deve ser eliminada ou reaproveitada para produzir algo com valor. A redução ou eliminação destas falhas podem ocorrer de duas formas, simultâneas ou não:

- Alterando as entradas do sistema
- Alterando os processos internos do sistema

Fixação de padrões, comparação, intervenção

Um subsistema de retroalimentação, que também podemos denominar de feedback ou controle, é um subsistema como outros do sistema principal, mas com a finalidade específica de monitorar saídas, intervindo sobre: (a) as entradas, (b) os componentes ou (c) os processos executados no sistema ou subsistema, de forma a orientar as decisões para que as saídas desejadas ou exigidas sejam obtidas.

Um subsistema de retroalimentação é composto, do ponto de vista lógico, por três componentes principais: (a) de fixação de padrões, (b) de comparação e (c) de intervenção, ilustrados na figura a seguir:

Os padrões são aqueles estabelecidos em função do que se pretende como saídas úteis para o sistema ou subsistema objeto da retroalimentação. O comparador compara os valores reais das saídas do sistema ou subsistema com os padrões estabelecidos desejados, e sinaliza para o elemento de intervenção sobre os desvios existentes. O elemento interventor, ou elementos interventores, provocam, quando necessário, ações de correção sobre as entradas, sobre os componentes ou sobre os processos do sistema ou subsistema objeto da retroalimentação.

Concluindo: aplicada à estratégias empresarias, a visão sistêmica representa uma importante metodologia de apoio aos objetivos do negócio, ao analisar uma empresa como um conjunto de sistemas que devem operar com um conceito de reflexibilidade e interferência multidirecional entre as partes, para manter o ciclo de operação do negócio eficiente e aperfeiçoado.

abril/ 2009 - © Unicomm
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